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	<title>Arquivo de Blogging - Criar um Blog</title>
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	<description>Tudo sobre o processo de fazer e gerir um blog</description>
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	<title>Arquivo de Blogging - Criar um Blog</title>
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		<title>WHOIS &#8211; como todos podem saber onde moras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nuno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 17:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Apoio Técnico]]></category>
		<category><![CDATA[Blogging]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança online]]></category>
		<category><![CDATA[WHOIS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os teus dados pessoais não são para partilhar com o mundo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://criarumblog.pt/whois/">WHOIS &#8211; como todos podem saber onde moras</a> aparece primeiro em <a href="https://criarumblog.pt">Criar um Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando se regista um domínio, são-nos pedidos vários dados pessoais. Nome, morada, número de identificação fiscal, telefone e email. Sendo uma empresa oficial a pedir, não faz mal, certo? Pois, o problema é que também aqui é importante frisar que os dados não são para partilhar com o mundo.</p>



<p>A nova lei de proteção de dados da União Europeia (o célebre RGPD/GDPR que entrou em vigor a 25 de Maio de 2018) exige isso, mas estimavam que quem fornece o serviço demorasse um ano até conseguir implementar as alterações. É que uma das regras da Internet diz que a informação é de todos e o ICANN, a organização que gere a Internet, não se conseguiu adaptar nos dois anos que foram dados para as empresas se prepararem e ajustarem processos. A verdade é que poucas empresas europeias fizeram algo antes de 2018, porque seriam os outros diferentes?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como sei o que estou a mostrar?</strong></h2>



<p>Quando queres saber quem gere um site, o normal é procurares a secção “Sobre Nós”. Mas isso é a versão pública e bonita e pode ser falsa.</p>



<p>Há um serviço que diz exatamente quem registou cada domínio desde o primeiro momento, sem esperar que haja um site. O nome é “WHOIS”. Como “who is” ou, em português, “quem é”?</p>



<p>Normalmente essa opção surge quando se quer registar um domínio. Tens uma caixa de texto para escreveres omeunovodominio.pt, Carregas no botão “Pesquisar” e depois ou diz “está disponível, compra já” ou diz “o domínio desejado já está registado”. E ainda que possas não ter reparado, em muitos sites tem um botão a dizer WHOIS. E aí está a verdade.<br></p>



<h2 class="wp-block-heading">O DNS.PT é amigo<br></h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://blog.nunoreis.pt/wp-content/uploads/2018/08/DNS-WHOIS-768x301.jpg" alt="DNS.PT foco no WHOIS" class="wp-image-126"/></figure>



<p>Vamos ver o exemplo português. O <a href="https://www.dns.pt" target="_blank" rel="noopener">DNS.pt</a> é a entidade que gere os domínios .pt todos. É quem garante que não existem sites com nomes de palavrão, que uma pessoa não regista a marca de outra pessoa e que o proprietário dos domínios com nomes de localidades, rios e semelhantes é a autoridade governamental correspondente. Existem mais regras, mas estas são as principais.</p>



<p>Ora se fores a DNS.pt tens logo um grande Pesquisar. Vamos testar algo fácil. Sapo.pt. Esse está ocupado, mas por quem?</p>



<p>O WHOIS diz que é pela MEO com todas as informações desejadas e algumas incompreensíveis.</p>



<p>Se tiveres um domínio terminado em .pt confirma se não está disponível essa mesma informação sobre ti.</p>



<p>Se tem informação que não é tua, é porque quem registou por ti usou os próprios dados. Exige que o transfiram para teu nome imediatamente. Tu pagaste por ele, é teu. Se não o souberem fazer (sim, há empresas que registam domínios sem saber o que fazem) exige o código de transferência e <a href="https://nunoreis.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">passa-o para a minha empresa</a>. São 15 euros por ano que fica dentro do preço normal, só que eu ajudo com tudo o resto. Sendo um blogger há 15 anos e tendo gerido mais de 300 domínios diferentes em quatro continentes, sei que consigo ajudar com qualquer possível problema.</p>



<p>Se já disser “informação confidencial”, sorte tua. Deve estar bem. Mas pode estar em nome da empresa a que compraste. Vê o ponto seguinte para confirmar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para ficar anónimo, só é preciso um clique.</strong></h2>



<p>Vai a DNS.pt. Escolhe “Área Reservada” no topo. Para entrares usa o teu login e password.</p>



<p>O nome de utilizador, nic-handle, podes encontrar na conta de email que usaste para comprar o domínio. Na data de registo de domínio (podes ver isso no WHOIS se não te lembrares) tens um email de “request@dns.pt” com assunto “Abertura de Contacto”. Aquele NIC-handle no final do email (tem as tuas iniciais, uns números e depois mais umas letras) é o login. Como é a primeira vez que vês isto, deve ter também um link para definires a password.</p>



<p>Se não tens esse email, é porque nunca o recebeste ou porque o apagaste. Por sorte no formulário de login deixa recuperar nome de utilizador por NIF e esse sabes. Pede o utilizador e faz o que diz no email para entrares.</p>



<p>Se o dns.pt não conhecer o teu NIF, é porque o domínio não está registado em teu nome… Já disse o que tens de fazer. Exigir o código de transferência e <a href="https://nunoreis.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">passar para mim</a>.</p>



<p>Depois de entrares, tens do lado direito a opção Editar Dados. A última caixa é WHOIS privado. Escolhe editar, coloca um pisco, salva e já está. Se fores ao whois novamente está em nome de <strong>Dados Confidenciais</strong>.</p>



<p>Quem precisar de te contactar vai ter formas como o fazer (é dado um endereço de email provisório) mas há um filtro. É bem melhor do que ter todos os dados à vista do mundo nesta lista telefónica demasiado completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É preciso fazer isto?</strong></h2>



<p>Não. A partir de dia 25 de Maio esconder a informação deve ser a opção por defeito para cidadãos a nível individual. Podes optar por mostrar se quiseres ter os fãs à porta.</p>



<p>Mas e se o teu blog for uma empresa? Se registares o blog como negócio, os dados da empresa não são abrangidos por essa lei e podem ficar visíveis para todos. Por isso é importante saber como fazer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E se o meu domínio for .com, .net ou outra coisa?</strong></h2>



<p>As coisas não são tão fáceis fora de Portugal porque não há uma entidade centralizadora. Aí há outras formas de fazer isso que normalmente envolvem contratar um serviço de anonimato. Pode ficar por 6 a 10€ anuais, mas isso começou a mudar com a nova lei por isso é muito cedo para fazer planos. A maioria dos vendedores (REGISTRARs) já oculta os dados dos clientes europeus e os outros devem estar quase.</p>



<p>Atenção que comprar o anonimato deve incluir mais trabalho. Como validações regulares de identidade e contacto. Se não responderes podem apagar a conta e lá ficam os dados do domínio públicos. Nos .co.uk era muito irritante. Por eu ser estrangeiro tinha confirmações mensais. Nos .com costuma ser apenas uma vez por ano, cerca de um mês depois do registo inicial.</p>



<p>Se está na altura de renovares, pede esse extra por um ano. Por vezes há um ano de oferta, mas desconfio que essa oferta já acabou ou está para breve. Com a obrigatoriedade de anonimato vão simplesmente subir o preço base e “oferecer” o serviço.</p>



<p>Não costumo vender domínios além de .pt, mas tenho duas centenas de .com na minha empresa. O que sugiro é o que ainda acima disse ser errado para os .pt. O domínio fica registado como sendo da minha empresa para eu ir fazendo essa confirmação e tu tens uma fatura a confirmar que te vendi o domínio. Quando quiseres mudar, é só pedires o código de transferência. Mas estou confiante que nunca vais querer mudar.</p>
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		<title>Menos seguidores, por favor!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nuno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2018 19:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blogging]]></category>
		<category><![CDATA[Followers]]></category>
		<category><![CDATA[SEO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa era em que todos querem visitas, seguidores e comentários, tenciono explicar porque não deves querer disso. Pelo menos não deve ser o teu foco.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa era em que todos querem visitas, seguidores e comentários, tenciono explicar porque não deves querer disso. Pelo menos não deve ser o teu foco.</p>
<p>Este artigo é longo e pode ser polémico em alguns pontos. Muitas das pessoas que o leiam vão-se sentir ofendidas. A discussão está aberta.</p>
<p>Chegamos a um qualquer grupo de bloggers amadores no Facebook e estão todos a propor troca de comentários, de likes ou de seguidores. Isso causa calafrios pois todos esses blogs estão a trabalhar arduamente… a escavarem um buraco para se enfiarem. Vou explicar passo a passo as vantagens e desvantagens de seguidores/likes e comentários. Basicamente, para dizer quão mau isso pode ser para um site.</p>
<h2>Os meus argumentos</h2>
<p>O objetivo de quem tem um blog é ser lido. São as leituras que dão seguidores, dão visibilidade, dão origem a parcerias. Mas as visitas erradas fazem o oposto. Por exemplo, se estiveres numa cidade desconhecida e não tiveres bateria no telemóvel para ver os restaurantes recomendados, o que podes fazer? Olhas para eles. Se estiverem vazios são de fugir. Se tiverem muita gente confias que é bom. Mas se tiverem gente a mais, gente com mau aspecto e gente que levou a sua própria comida, não é de desconfiar?</p>
<p>É exactamente o mesmo nos blogs. Quando se tem gente a mais, o servidor fica lento prejudicando os leitores. Se não estão lá para comer/ler, então que cedam o lugar a quem te vai dar dinheiro. A secção de comentários é onde as pessoas avaliam os artigos e conseguem informações complementares. Os comentários irrelevantes encaixam na metáfora dos clientes com mau aspecto. Se escondem os comentários úteis, tornam o artigo menos útil. Os comentários auto-promocionais são os que levam a própria comida. Se estão lá para falar deles mesmos, querem-te roubar leitores.</p>
<p>Isto tudo em conjunto, parece que é uma selva descontrolada.</p>
<h2>Contra-argumentação</h2>
<h3>Não há “visitas a mais”!</h3>
<p>Podes sempre dizer que não são assim tantos e o servidor aguenta. Verdade. Mas quem vai lá só para colar o comentário não perdeu tempo a ler. Para o Google isso é interpretado como “o artigo não interessou”. Se 3 pessoas passam lá 6 minutos e 50 passam 20 segundos, o tempo médio na página é de 40 segundos. Conclusão do Google: “Este artigo devia ser lido em três minutos, as pessoas passam lá menos de um, é porque não é relevante. Vamos mostrar estes outros 50 artigos sobre o tema primeiro.” E lá vai o teu trabalho para o esquecimento.</p>
<h3>Mas no outro <a href="https://blog.nunoreis.pt/pt/seo-10-truques-para-conseguir-links/" target="_blank" rel="noopener">artigo sobre SEO</a> disseste que eu tinha de deixar comentários com links!</h3>
<p>E continuo a dizer que é importante deixar comentários com links para se começar a ser conhecido. Mas podemos ser conhecidos como uma pessoa que está nos locais certos à hora certa e sabe do que fala, ou como aquele emplastro que está em todo o lado e não serve para nada.</p>
<p>Queres deixar comentários úteis, que acrescentem algo à discussão e provem que sabes do tema. Podes fazer apenas “Eu concordo com quase tudo, mas discordo no ponto 2 porque x y e z.”. Isto contribui para a discussão.</p>
<p>Podes ajudar terceiros com “Li este estudo em (link) que confirma a tua opinião”. O autor pode querer, no futuro, acrescentar essa informação ao artigo, e provavelmente vai referir a tua contribuição com um link para o teu blog. Links no artigo contam bem mais do que nos comentários.</p>
<p>Ou podes simplesmente dizer “Também escrevi sobre esse tema em (link de artigo)”. Não ajuda muito, mas é provável que fique por lá e dê algumas visitas de pessoas interessadas nesse tema.</p>
<p>Quem escreve “Gostei. Lê o meu blog (link).” ou “Adorei este artigo sobre submarinos. Lé o meu sobre candeeiros.“ vai ser ignorado e provavelmente apagado. Comentários que não ajudam o leitor, não interessam. Haver um comentário mau no meio de vários bons até pode passar despercebido. Quando é o comentário útil que está no meio dos maus, a secção de comentários tornou-se inútil. Só deixa ficar esse tipo de comentários irrelevantes quem também os faz e portanto um blog sem grande futuro a ajudar outro blog sem grande futuro.</p>
<h3>Mas o que pode haver contra ter seguidores nas redes sociais?</h3>
<p>De certeza que já ouviste falar do temível “algoritmo”. Longe vai o tempo em que numa rede social se via todo o conteúdo de forma cronológica. Agora, para nos “ajudarem”, mostram cada vez menos e por uma ordem indefinida. Com base nas reacções dos utilizadores de forma individual e colectiva, o Facebook/Instagram mostra os conteúdos mais relevantes. O Twitter é mais honesto e mostra tudo, mas também só nos manda notificações para alguns conteúdos principais. O resto fica basicamente perdido no oceano de mensagens.</p>
<h4>O algoritmo em termos simples</h4>
<p>Provavelmente tens uns 500 amigos no Facebook. As publicações que vês são sempre dos mesmos 50, ocasionalmente com uma ou outra de um grupo de 100 outros amigos e todos os outros só reparas que existem quando casam ou fazem anos? É o algoritmo. Com base nas reacções que tens às publicações das pessoas, a página sabe quem gostas de ler. Por isso vês sempre os mesmos 50. Com base no que os outros reagem, o Facebook avisa-te que alguém que não vês há muito fez algo diferente. Se foste o único a não dar os parabéns por 2 anos e não comentaste a mudança de emprego, provavelmente também não te vai mostrar a foto junto ao Coliseu de Roma. Asume que não queres saber e tem razão. E assim metade dos contactos caem no esquecimento.</p>
<p>De vez em quando aparece uma excepção, para confirmar se mudaste de gosto e ao mesmo tempo para dar diversidade ao perfil, mas a partir do momento que se tem um círculo definido, é muito difícil algo mais entrar nessa bolha. Vês mais depressa as publicações de pessoas que estão no mesmo grupo Facebook (porque comentam as mesmas publicações, fazem partilhas semelhantes), do que do colega de carteira da primária que sabe todos os teus segredos. Porque o Facebook diz que vocês não são iguais.</p>
<h4>O algoritmo nas páginas</h4>
<p>O mesmo se aplica às páginas. Podes ter feito gosto em dez páginas de lojas de sapatos. Se só fazes gosto às publicações divertidas de uma, o Facebook vai evitar mostrar-te as outras. Até que essa página faça um anúncio. Aí o Facebook lembra-se que gostas daquele produto e então já contas para ter um alcance de duzentas mil pessoas interessadas. E na verdade até é provável que compres, mas não é a tua marca favorita. As marcas terão de investir em marketing para que os seguidores partilhem organicamente. Aí não interessa se gostas da marca. O teu amigo gostou, logo tu deves gostar. E assim se ganham seguidores e clientes.</p>
<p>Pode ser psicologia barata, mas na verdade são feitos testes constantemente com milhões de pessoas. Cada publicação que vês ou deixas de ver é um teste. Cada partilha, comentário, reacção, ou clique, conta para definir o teu perfil de leitor e o perfil de influenciador do teu amigo. Big brother is watching you.</p>
<p>Vamos aplicar isto a uma página pessoal, como um blog.</p>
<h4>Partilha orgânica</h4>
<p>Primeiro com moderação. Se tiveres 200 seguidores (é normal se conseguires manipular os 500 amigos) e fizeres uma publicação, uns 20 recebem a publicação. Porque o título é engraçado, a foto está gira, ou por obrigação, 5 fazem um like. O Facebook gostou da reacção, acha que funcionou bem e manda para mais 10. Aqui só mais 1 gosto. O Facebook ainda vai tentar mandar para mais 5, mas se não houver algo viral, a publicação morreu por aí. Daqui a uma semana mais 2 ou 3 pessoas vão ver, e terminou esse ciclo de vida. Chegou a umas 40 pessoas e teve reacções de meia dúzia.</p>
<p>Partilha no teu perfil pessoal a ver se chegas a mais 50. Aí é o teu perfil de influenciador digital que está a dar credibilidade à página. Se for um bom link ganhas mais credibilidade como pessoa e como autor. Se for mau, vão ambos ao fundo.</p>
<p>Partilhas num grupo relacionado com o tema. Isto é como os comentários nos blogs. Se for relevante, tem cliques. Talvez alguém partilhe noutro grupo ou marque amigos interessados no tema. Lentamente vai chegando a gente interessada no blog.</p>
<p>Resumidamente, os teus leitores fiéis vão vendo o contudo regularmente, partilham com amigos que por terem um gosto semelhante também reagem bem. Um crescimento sustentado e com pessoas que são potenciais clientes.</p>
<p>Se o blog não tiver um nicho, algumas pessoas podem não gostar de algum conteúdo, mas no panorama geral vão lendo de vez em quando que é o que importa. E quando lá chegam, acabam por espreitar mais alguns artigos relacionados.</p>
<h4>Partilha forçada</h4>
<p>Agora vamos ver no modo “pessoa maluca a gritar no meio da rua”. Se forçaste 1000 pessoas a seguirem a tua página, aquela primeira partilha vai para 100 pessoas. Mesmo que 10 dos teus amigos façam Gosto, quem está lá por obrigação não vai carregar. Não ligam ao tema. A eficácia desceu de 25% para 10%. Ter 5 em 20 é melhor que 10 em 100. O Facebook talvez mande para mais 30 pessoas. Se não acertar na mouche nos teus amigos, acabou.</p>
<p>Como não pareceu suficiente, vais para um grupo com 10000 pessoas e partilhas o link. O Facebook mostra a uma centena de membros e nenhum reage. Ai ai. As pessoas vão entrando no grupo e a publicação está lá. Passam por ela sem reagir. Mil pessoas a passarem pelo link e nenhum clique. Agora é que o Facebook te acha um autor da treta. 1130 pessoas e só 5 reacções?</p>
<p>Medidas drásticas, partilhas no perfil pessoal. A tua mãe já tem Facebook e partilha com as amigas. Ninguém quer saber daquilo porque é para outra faixa etária. O Facebook acha que é o teu público-alvo porque teve uma partilha. Insiste com esse perfil, mas o público não reage. O alcance da página esmorece até que nem a tua mãe vê o que partilhas.</p>
<h4>Troca/Compra de likes</h4>
<p>Mais uma medida drástica. Agora tens seguidores que reagem. Partilhas um artigo e chega a 100 pessoas. 60 fazem like. Foi um sucesso viral e agora o Facebook manda para mais 100 pessoas. 50 reacções. Mais 100 pessoas? 30 reacções. Se não houver partilhas, o ciclo de vida deve estar perto do fim e tiveste uma pequena vitória. Em 300 pessoas, 140 reagiram. Tudo parece bem. Até á próxima partilha. Como és viral, agora o Facebook vai mandar para 200 pessoas logo à primeira. E vai-se focar primeiro nas 140 pessoas que reagiram.</p>
<p>Agora há dois cenários. Se eles continuam a reagir o Facebook vai-se focando cada vez mais nesses utilizadores. Os que não são leitores/clientes reais e não dão lucro, apenas trabalho/despesa. O outro cenário é eles deixarem de reagir, o alcance de 200 pessoas tem 10 reacções e o Facebook depressa te põe no lugar. Tens 1000 seguidores, mas só te partilha com 50. Depois com 30, com 20, com 10…</p>
<p>Demasiados seguidores tornam-se seguidores a menos. No Instagram isto é ainda mais óbvio porque os seguidores são em grande número e as reacções são uma anedota.</p>
<p>O crime não compensa.</p>
<h3>Então para que servem os grupos de bloggers?</h3>
<p>Há diferentes tipos de pessoas nos grupos de bloggers.</p>
<p>Uns que apenas se querem auto-promover. Que partilham todos os artigos que escrevem e a cada comentário voltam a dizer qual é o blog. E ainda acrescentam “Segui. Retribua.” são os piores.</p>
<p>Uns que querem uma comunidade de entre-ajuda. Querem tirar dúvidas técnicas, procurar autores ou blogs para guest posts, alguma orientação para quem vai começar… Se puderes ajudar, ajuda. Se não puderes, indica quem possa. Se fores bom para os outros, os outros lembram-se e retribuem. Um grupo forte de bloggers vai partilhar contactos de designers, empresas de alojamento, agências, escritores, fotógrafos… todos ganham.</p>
<p>E depois há os que estão simplesmente por lá. Não escrevem, mas vão lendo. Podem-se tornar qualquer um dos outros dois tipos. Normalmente são do segundo tipo e começam com um comentário tímido do género “na semana passada a pessoa x perguntou isso. Talvez te possa ajudar.”</p>
<p>Idealmente cada grupo teria uma lista de apresentação membros em ficheiro, para poder ser encontrado depressa e editado em permanência.</p>
<ul>
<li>Ana, tem um blog sobre viagens na Europa e um sobre maquilhagem.</li>
<li>Bruno, tem um blog sobre fazer Erasmus na Polónia.</li>
<li>Cátia é web designer.</li>
<li>Diogo tem um blog sobre culinária e um sobre a Serra da Estrela.</li>
<li>Elsa escreve sobre restaurantes e faz gestão de redes sociais.</li>
<li>Filipe faz traduções.</li>
<li>…</li>
</ul>
<p>Cada um só segue quem quer, o que é melhor para todos.</p>
<h2>Então afinal,&nbsp;como consigo ser lido?</h2>
<p>Se quase ninguém te segue e ninguém te lê por obrigação, quer dizer que só te lê quem te encontrar pelos motores de busca e porque deixaste links em sítios relevantes. O público vai ser criado mais lentamente, mas de forma estável e segura. Para acelerar isso, basta fazeres textos melhores em termos de SEO.</p>
<p>Claro que se o blog não tiver um nicho, isso fica complicado. Por exemplo, este blog por enquanto parece muito focado em temas de blogosfera. Os artigos que sejam aqui publicados de OutSystems e Biztalk não vão interessar aos bloggers. Por isso é que os vou partilhar em grupos diferentes.</p>
<p>Quem googlar recursos para bloggers, vai encontrar imensos blogs e algures lá no fundo estará o meu. Serei um entre milhões a dizer o que se deve fazer. Quase ninguém me conhece e terei de fazer muito conteúdo e bom para me evidenciar.</p>
<p>Quem procurar os outros temas, mesmo havendo menos artigos aqui e não sendo o foco do blog, vai-me ver em posições melhores porque há menos gente a escrever sobre isso. Tenho menos concorrência nesses temas, e muitos dos interessados sabem que eu escrevo sobre o tema noutros sítios. É lógico um blog com o meu nome ter esses conteúdos. Quando aparecer o meu ,é provável que cliquem nele sem hesitação. Isso torna-me logo uma autoridade aos olhos do Google. Estou a tornar a minha reputação como profissional em reputação do blog.</p>
<p>Espero não ter sido muito confuso e que penses um bocado antes de passares horas a partilhar links com quem não vai ler.</p>
<p>Fotos usadas: <a href="https://burst.shopify.com/@matthew_henry?utm_campaign=photo_credit&amp;utm_content=Free+Empty+Subway+Train+Image%3A+Browse+1000s+of+Pics&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=credit">Matthew Henry</a><a href="https://unsplash.com/photos/2c-l8uW1r9w" target="_blank" rel="noopener">&nbsp;@&nbsp;</a><a href="https://burst.shopify.com/urban-life?utm_campaign=photo_credit&amp;utm_content=Free+Empty+Subway+Train+Image%3A+Browse+1000s+of+Pics&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=credit">Burst</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://criarumblog.pt/menos-seguidores-por-favor/">Menos seguidores, por favor!</a> aparece primeiro em <a href="https://criarumblog.pt">Criar um Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Credibilidade: Devo acreditar no que um blog diz?</title>
		<link>https://criarumblog.pt/credibilidade-blogs/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[nuno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 07:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blogging]]></category>
		<category><![CDATA[Fake news]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A questão da credibilidade dos blogs tem sido recorrente. Até que ponto se pode confiar neste fonte de informação?</p>
<p>O conteúdo <a href="https://criarumblog.pt/credibilidade-blogs/">Credibilidade: Devo acreditar no que um blog diz?</a> aparece primeiro em <a href="https://criarumblog.pt">Criar um Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A questão da credibilidade dos blogs tem sido recorrente. Até que ponto se pode confiar neste fonte de informação? É disso que se falará aqui.</p>



<p>Os blogs vieram revolucionar a Internet e a sociedade, permitindo a qualquer um escrever para todo o mundo. Enquanto no início eram pessoas inconscientes do impacto do que faziam, com o passar dos anos começaram a perceber o poder que isso representava. E enquanto uns escreviam o que sabiam e o que opinavam, outros partilhavam a sua ignorância, a sua burrice, ou a desinformação que queriam popularizar. Existem milhões de blogs e cobrem todos os temas inimagináveis. Uns são credíveis, outros são sarcásticos e outros são puro lixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como ver a diferença?</h2>



<p>Não é possível distinguir um blog bom dum mau pelo aspecto. Antes ainda se podia pensar que o número de visualizações e de comentários ajudariam a separar o trigo do joio, mas nesta era de notícias falsas e “alternativas” há milhões de pessoas a ver conteúdo falso e a tratá-lo como verdadeiro, contaminando o resto do mundo com desinformação e mentiras. O tema é táo relevante que até a <a href="https://www.governacaointernet.pt/2018.html" target="_blank" rel="noopener">Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet de 2018</a> teve uma sessão dedicada às <em>fake news</em> e desinformação.</p>



<p>No entanto há duas coisas que ninguém pode construir do zero:</p>



<p><strong>Reputação</strong> – anos de trabalho árduo, de escrita regular, de referências noutros blogs, de artigos e livros publicados noutros sítios. Pode ser simulado, mas obriga a um investimento imenso de tempo e dinheiro.</p>



<p><strong>Credibilidade</strong> – publicar a informação indicando as fontes. Um princípio do bom jornalismo é reportar a informação e a sua proveniência. Se não houver uma fonte, pode ter vindo da imaginação do autor. Se a fonte não parecer de confiança, provavelmente o autor deixou-se enganar.</p>



<p>Isso obriga o leitor a informar-se, a procurar outras fontes de informação e opiniões. Tanto é válido para relatos do que se passa na política internacional, como para a eficácia de um produto de beleza. Deve-se procurar várias fontes, analisar cada uma, e decidir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É tudo uma questão de nome</h2>



<p>Um blogger nunca terá a credibilidade inicial de um jornalista porque não tem a certificação oficial tripla de uma formação, uma carreira e um grupo editorial por trás a dar o empurrão e a visibilidade junto de milhares ou milhões. Mas com muito trabalho, pode chegar lá. Até porque a imprensa em vez de ser proativa e investigadora, cada vez tenta ser mais reativa e rápida a copiar os comunicados recebidos. Vai-se desleixando em termos de qualidade e de fiabilidade. Enquanto um(a) grande blogger tem como prioridade a verdade e o respeito pelos seus leitores.</p>



<p>Se queres ser um nome de respeito na blogosfera e na Internet, tens de ser levado a sério desde o primeiro dia.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://criarumblog.pt/credibilidade-blogs/">Credibilidade: Devo acreditar no que um blog diz?</a> aparece primeiro em <a href="https://criarumblog.pt">Criar um Blog</a>.</p>
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